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Protegido: Delta Energia Anuncia Investimento de R$ 1 Bilhão em Termelétricas

Delta Energia Anuncia Investimento de R$ 1 Bilhão em Termelétricas

Delta Energia Anuncia Investimento de R$ 1 Bilhão em Termelétricas a Gás e Biocombustíveis

Sumário

Novas Estratégias e Perspectivas com Max Xavier Lins à Frente da Holding

 

O Grupo Delta Energia, uma das principais holdings do setor energético no Brasil, está sob nova liderança.

 

Max Xavier Lins, com mais de três décadas de experiência em empresas como Enel, Queiroz Galvão Energia, Elektro e NC Energia, assumiu o cargo de CEO em dezembro do ano passado, sucedendo os sócios-fundadores Rubens Takano e Ricardo Lisboa, que lideravam a companhia desde 2001.

 

Agora, Takano e Lisboa focam em papéis estratégicos, enquanto Lins conduz a operação e impulsiona novos projetos.

 

Em uma entrevista recente ao NeoFeed, o executivo revelou os planos ambiciosos da Delta: um investimento de R$ 1 bilhão em termelétricas a gás e biocombustíveis, com foco no leilão de capacidade da Aneel previsto para junho, mesmo com parâmetros ainda indefinidos pelo governo.

 

A holding também está expandindo sua atuação na geração distribuída (GD), com fazendas solares que captaram R$ 250 milhões em 2024, e mira o mercado livre de energia, atendendo setores como hotelaria, alimentos e bebidas, além da indústria automotiva.

 

Foco em Biocombustíveis e Termelétricas para Atender à Demanda

 

A Delta Energia está direcionando seus esforços para o mercado de biocombustíveis, com ênfase no etanol de cana-de-açúcar e no biodiesel.

 

A empresa opera unidades em Cuiabá (MT) e Rio Brilhante (MS) que produzem B100, um insumo essencial para o biodiesel, e mantém uma planta de armazenamento de etanol em Ribeirão Preto. Além disso, uma nova unidade está em construção em Rio Brilhante para reforçar a produção de biodiesel.

 

Os projetos no setor de biocombustíveis devem movimentar cerca de R$ 1 trilhão entre 2025 e 2034, segundo estimativas.

 

No segmento de termelétricas, a Delta planeja implementar três usinas a gás, que juntas demandarão pelo menos R$ 1 bilhão em investimentos. Um exemplo é a termelétrica William Arjona, com capacidade de 190 megawatts (MW), que passará por um retrofit e entrará em operação em 2026.

 

Ele também apontou que parte dessas usinas poderá ser abastecida por biocombustíveis, alinhando sustentabilidade e eficiência energética.

A estratégia da Delta reflete a crescente demanda por energia no Brasil. Contudo, Lins expressou preocupação com uma decisão recente do governo, que suspendeu o aumento da mistura de biodiesel ao diesel de 14% para 15%, a apenas 15 dias do prazo.
 
A medida, que visava chegar a 20% até 2030, impactou os planos da empresa, que já havia iniciado investimentos no setor. “O biocombustível tem um potencial enorme para caminhões, ônibus e até para a geração de energia“, explicou o CEO.

"Se conseguirmos emplacar as três termelétricas no leilão, os aportes podem alcançar a casa do bilhão de reais", destacou Lins.

Delta Energia Anuncia Investimento de R$ 1 Bilhão em Termelétricas
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Desafios Regulatórios e a Necessidade de uma Reforma no Setor Elétrico

 

Durante a entrevista ao NeoFeed, Lins abordou os desafios regulatórios que afetam o setor energético.

 

Para o executivo, o setor elétrico demanda uma reforma ampla, já que é intensivo em capital e exige planejamento de longo prazo. “Há um erro de planejamento que precisa ser corrigido tecnicamente”, disse, apontando que subsídios artificiais distorcem a competitividade no mercado.

 

Sobre a geração distribuída, Lins sugeriu a revisão do marco regulatório. “A geração distribuída já é madura o suficiente para não depender de subsídios“, argumentou. Ele destacou que a sobrefeta de energia gerada por fazendas solares, embora vantajosa, exige ajustes para evitar impactos negativos no sistema elétrico.

 

A Delta, que opera 20 usinas solares atendendo 720 cidades brasileiras, está atenta a esse cenário e busca equilibrar seus investimentos.

 

Outro ponto levantado foi a viabilidade de investir em biocombustíveis diante das incertezas regulatórias. Lins reconheceu que, se a Delta vencer o leilão de capacidade, faz sentido direcionar parte das termelétricas a gás para o uso de biocombustíveis, uma alternativa sustentável para o País.

 

“O gás é um combustível de transição para a eletrificação, mas o biocombustível já é intrinsecamente sustentável”, afirmou.

 

Conclusão: Um Futuro Sustentável e Estratégico

 

Com Max Xavier Lins no comando, a Delta Energia está preparada para desempenhar um papel central no setor energético brasileiro.

 

Seus investimentos em termelétricas a gás, biocombustíveis e geração distribuída demonstram um compromisso com a inovação e a sustentabilidade, mesmo diante de desafios regulatórios.

 

A empresa busca atender à crescente demanda por energia, equilibrando fontes renováveis e combustíveis de transição.

 

Com projetos que podem movimentar bilhões de reais até 2034, a Delta reforça sua posição como referência no mercado, navegando com expertise por um setor em constante transformação.

"Foi um erro o Brasil parar de construir hidrelétricas"

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